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Como aumentei de 10 para 200 Euros por mês o Adsense num blog

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Há alguns meses atrás foi abordado por algúem com um blog onde ganhava menos de 10€ por mês com Adsense.  O blog era actualizado duas vezes por dia, e às vezes até quatro vezes ao dia.

Hoje, e apesar das minhas sugestões ainda estarem a ser implantas, pois não se muda um blog com mais de 700 posts de um dia para o outro, este blog já rende perto de 200€ por mês.  E o mais surpreendente é que o blog agora apenas é actualizado cerca de 2 vezes por mês!

Mas este blog não se vai ficar por aqui, ao longo dos próximos meses os ganhos com o Adsense vão subir para valores na ordem dos €400 a €900 por mês, bastando para tal que os posts que forem escritos mantenham a tendência de rendimento dos posts recentemente publicados.

Admitidamente eu nunca conseguiria aumentar os rendimentos Adsense deste blog de 10 Euros por mês para 200 se a pessoa que começou o blog não o tivesse estabelecido como um site autoritário aos olhos dos motores de busca, conseguido obter bons links e um bom PageRank.  Tendo este pormenor em conta, mais para o fim deste post vamos ver como podemos usar esta informação a nosso favor.

Depois desta pequena introdução, vamos então ver o que é preciso fazer para aumentar em quase 20 vezes os rendimentos Adsense de um blog:

  • Retirar tudo que sejam distracções para o visitante - Quando um visitante chega a um blog, quanto menos opções onde clicar tiver, maior é a probabilidade de clicar num anúncios Adsense.  Parece-me óbvio.  Portanto, o primeiro passo é retirar quase todos os banners, links e outras distracções que havia no blog.
  • Menos anúncios Adsense - Se não estou em erro, quando comecei este projecto o blog tinha 3 blocos de anúncios Adsense.  Um no princípio dos posts, um no fim, e outro no sidebar.  Usando a teoria de que menos anúncios pode ser melhor, testei várias opções de anúncios Adsense, e no fim cheguei à conclusão que os rendimentos mais elevados eram obtidos com apenas UM bloco de anúncios 336x280 no topo dos posts.  Embora não sendo sempre este o caso, a minha experiência é que esta é a melhor opção.
  • Testar diferentes cores e tamanhos de anúncios Adsense - Isto é mais uma daquelas coisas óbvias, mas que nunca é demais repetir.  Ainda por cima porque há sempre quem desvalorize este aspecto porque não vê grande diferença entre ter um CTR de 1.5% e um de 0.90%.  A verdade é que ao fim do mês isto pode ser a diferença entre ganhar €200 ou ganhar €333.
  • Testar temas WorPress diferentes - Outra coisa que temos que testar é o tema que estamos a usar no blog.  Com milhares de temas WordPress grátis por onde escolher, é normal que uns sejam mais favoráveis a um bom CTR nos anúncios Adsense.

Até aqui as alterações foram bastante básicas e de natureza "visual".  Estas alterações só por si podem levar logo ao um aumento nos rendimentos Adsense para o dobro ou triplo, mas não devemos ficar por aqui.  O factor que mais influencia os rendimentos Adsense acaba sempre por ser o conteúdo, e não as alterações de ordem estética.

Vamos então ver o que se pode fazer neste campo:

  • Escrever sobre assuntos que pagam melhor - Óbvio, não é? Mas se olharem para os vossos blogs vão ver que nem sempre escrevem sobre assuntos que pagam bem.  Escrever sobre o terremoto no Haiti pode até trazer muitas visitas, mas será que os cliques vão pagar bem?  Penso que deve haver sempre uma maneira de integrar assuntos que pagam melhor em qualquer blog.
  • Escolher keywords para as quais é possível chegar aos primeiros lugares - Já sabemos que quando criamos um site devemos incluir no URL palavras chaves onde seja possível chegar aos primeiros lugares. Mas já nem todas as pessoas se dão ao mesmo trabalho com os posts de blog.   Mesmo quando não é para registar novos domínios, eu continuo a usar o Micro Niche Finder para encontrar assuntos (palavras chaves) sobre as quais escrever onde o SOC (força da concorrência) é fraca.  Claro que podia fazer o trabalho de pesquisa das palavras chaves de forma manual, mas assim perderia meio dia a encontrar palavras chaves para um post.  Com uma ferramenta como o Micro Niche Finder eu encontro temas (keywords) para uma dezena de posts em menos de uma hora.
  • Escrever sobre temas para os quais haja anúncios - Este aspecto está relacionado  com escolher temas que pagam melhor, mas tem um impacto diferente.  Ao escrevermos sobre temas para os quais há anúncios, o CTR dos posts (e claro do site) vai também ele aumentar.  Por exemplo, para além de o valor por clique aumentar de €0.05 para €0.10, o CTR dos anúncios pode aumentar de 1% para 10%.  Portanto, mesmo que não fizéssemos mais nada, poderíamos só aqui conseguir aumentar os ganhos no Adsense em 20x por mês.  O aumento do CTR nos novos posts vai ser o principal impulsionador dos ganhos no blog que dei como exemplo para chegar a mais de 400 Euros por mês.
  • Fazer "link building" - Como estamos a escrever sobre temas que podem ter mais concorrência, temos que ter mais atenção à criação de links para estes posts, links estes tanto externos como internos.  Imaginem que vamos escrever sobre créditos, um nicho que paga sempre bem, e que já usamos o Micro Niche Finder para escolher um conjunto de palavras chaves longtail onde a concorrência é menor.  Mesmo assim pode ser necessário obter alguns links para esse post (não para a homepage) de outros sites.  Neste caso devemos submeter textos a sites de artigos grátis,, com links para o post, usando as palavras chaves que pretendemos indexar como texto âncora.  Para além destes link de outros sites (links externos), devemos também obter links internos.  A forma mais fácil é alterar posts já escritos, e onde temos a palavra chave que pretendemos indexar, e criar o respectivo link.  Uma estratégia ainda mais interessante, mas que dá um pouco mais de trabalho, é criar novos posts, ou páginas no blog, se preferirmos que os nossos leitores habituais não as vejam, onde escrevemos sobre o tema, e onde "linkamos" depois para o post, mais uma vezes com as palavras chaves que pretendemos indexar.

São estes então os principais passos que eu segui para levar um blog que ganhava menos de €10 por mês em Adsense para um valor perto dos €200.  E é a aplicar o segundo conjunto de indicações que este blog vai certamente ultrapassar os €400 por mês em Adsense dentro de algumas semanas.

Mas lembram-se eu no princípio do post ter dito que eu não teria conseguido isto se o blog não tivesse também ele alguma autoridade junto do Google?

Pois é, mas criar autoridade dá trabalho e demora tempo, e se calhar ainda não têm um blog com autoridade suficiente para conseguir resultados tão bons.    Neste caso têm uma alternativa muito simples e interessante: comprem um blog que esteja a ser mal aproveitado nos aspectos que eu enumerei, mas que tenha a tal autoridade.

Imaginem um blog com um PageRank 4, e autoridade junto do Google, mas com um baixo CTR nos anúncios Adsense, e que escreve sobre temas que não cumprem os requisitos que listei.   Estamos a falar de um blog que não tem grandes rendimentos e que portanto não tem grande valor.

Não é preciso ir mais longe que o blog que dei como exemplo para este post.  Rendia menos de 10 Euros por mês e só dava trabalho, se calhar se tenho oferecido 100€ ou até mesmo 200€ ao dono ele teria certamente vendido o site.  Hoje faz esse valor num mês...

Se querem ideias de onde encontrar estas jóias, se calhar a secção de compra e vendas de websites do Mais Tráfego é um bom sítio onde começar ;-)

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AdultFriendFinder – Sites de sexo, amizade e muito mais

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Depois do programa de afiliados do eBay, o programa com o qual trabalho há mais tempo é o do AdultFriendFinder.  Embora nunca tenha conseguido o mesmo sucesso que consegui com o programa de afiliados do eBay, essencialmente porque nunca apostei nestes nichos, o programa do AdultFriendFinder contribui todos os meses com quase $500 de rendimentos.

Vejo também, pelo menos entre as pessoas que já inscrevi no programa, que muitos leitores conseguem rendimentos de $200 a $300 por mês, havendo pelo menos dois que já ganharam mais de $6000 desde que se inscreveram no AdultFriendFinder.

Muitos nichos para trabalhar

Quando eu comecei a trabalhar com o AdultFriendFinder há mais de 4 anos, tinhamos ao nosso dispor apenas 1 ou 2 sites para promover, e um conjunto mais limitado de ferramentas.  Hoje, o AdultFriendFinder tem cerca de 30 sites que podemos promover, alguns em nichos muito específicos como por exemplo BDSM e relações alternativas, bondage, sites gay, web cams, sites de "celebridades", e até sites vocacionados para o mercado sénior.  Podemos também promover sites de filmes adultos, em que os utilizadores pagam ao minuto e nós recebemos uma percentagem das receitas.

As comissões dependem do tipo de site, mas podem ir desde $2 por cada inscrição gratuita, até pagamentos ao clique e por percentagem.  Independentemente da opção, a grande maioria dos sites do AdultFriendFinder são número um nos respectivos nichos e convertem sempre bastante bem.  Quem é que nunca se inscreveu gratuitamente no AdultFriendFinder? ;-)

Para além da diversidade de sites, estes estão também disponíveis em muitas línguas, incluindo o Português e Espanhol.

Embora o seu forte sejam sites de natureza adulta, ou de amizade se preferirem, o AdultFriendFinder oferece também agora sites nos nichos de "perder peso", um site de email gratuito, e um site "tipo" Facebook, embora estes dois últimos pareçam que têm muito pouca penetração de mercado.

Os sites do AdultFriendFinder convertem na generalidade muito bem, mas o verdadeiro sucesso consegue-se a promover sites no respectivo nicho.  Para quem não tem sites nestes nichos, o AdultFriendFinder tem sites de amizade, sem qualquer conteúdo de natureza adulta, que podem ser promovidos conjuntamente com o Adsense.

Muitas opções de banners

Uma das maiores razões do sucesso do programa de afiliados do AdultFriendFinder são no entanto todas as ferramentas promocionais que temos ao nosso dispor:

  • Banners com texto personalizável e geo-targeting (aparece o nome da cidade ou país)

  • Banners tipo "Google Maps", com tamanho, mensagem e formato personalizável que mostram localizações perto do internauta.

  • Anúncios de vídeo com dezenas de opções

Claro que isto são apenas alguns exemplos, há depois todo o tipo de banners, links de texto com geo-targeting, anúncios pop-up que aparecem no canto da página, e "peel away ads", só para dar mais alguns exemplos.

Em relação aos pagamentos, o valor mínino é de $50, sendo que o valor acumula de um mês para o outro.  O pagamento pode ser efectuado por cheque, ou para o cartão de crédito da Payoneer, uma opção que pessoalmente me agrada.

Gostava de saber se já trabalham com o AdultFriendFinder e com que modelo de negócio.

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Programas de Afiliados

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Entrevista a Pedro Dias, o Matt Cutts Português

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Uma boa parte do sucesso dos nossos sites depende da sua boa indexação no Google.  Como tal, achei que seria interessante entrevistar o responsável máximo pela equipa que controla a qualidade dos resultados das pesquisas para o mercado em língua Portuguesa e para toda a Europa.  Ele é Português e chama-se Pedro Dias.

Depois de lerem a entrevista, talvéz queiram também ler esta, publicada no WebMilionário há 2 ou 3 dias.   Podem ainda seguir o Pedro Dias  no Twitter.

Custódio: Para começar, e para os leitores, quem é o Pedro Dias?

Pedro Dias: Olá Custódio, obrigado pelo interesse em entrevistar-me.  

Sou Português, originalmente da região do Algarve. Considero-me uma pessoa extrovertida com um lado nerd... Desde muito cedo comecei a brincar com computadores, a construir engenhocas e observar como tudo funciona. Estes possivelmente foram alguns dos factores que contribuiram para a minha carreira e onde me encontro neste momento.

Presentemente trabalho na Google e integro a equipa de Qualidade de Pesquisa em Dublin com especial foco no mercado de língua Portuguesa.

Custódio: Como é que o Pedro foi para o Google e para a Irlanda?

Pedro Dias: Devo dizer que foi uma agradável surpresa para mim também :)

Tudo aconteceu por volta do início de 2006. Nessa altura, trabalhava como Designer e Web-Designer numa agência de Design e Publicidade em Lisboa. Estava "no ramo" há cerca de 5 anos, e sempre tive a ambição de trabalhar num sítio onde a minha carreira dependesse apenas do meu trabalho e dedicação.

Na verdade, foi a minha mulher que viu a vaga de emprego na Internet e disse que seria algo bom para mim. Ao início, estava um pouco relutante visto que envolvia mudar-me para outro país, mas depois pensei que um trabalho internacional tinha de ser algo fantástico, por isso decidi tentar e candidatei-me... Dois meses mais tarde, comecei a receber telefonemas para entrevistas pois ainda não existia escritório em Lisboa. No total, houve 5 entrevistas até ser seleccionado.

Custódio: Em tempos fiz um post com umas fotos de como é trabalhar no Google em Zurique. Como é mesmo trabalhar no Google? Vocês na Irlanda tem instalações como aquelas?

Pedro Dias: As pessoas são o nosso recurso mais valioso: pessoas energéticas e inovadoras que se preocupam igualmente em criar produtos fantásticos e, ao mesmo tempo, desenvolver uma cultura única existente entre todos os funcionários.

O escritório do Google em Zurique tornou-se uma referência mesmo dentro do Google, e todos esperamos ter uma oportunidade para o visitar. Dito isto, nós acreditamos em trabalho árduo, uma atmosfera lúdica, e uma diversidade de perspectivas—não importa se estamos a falar de um escritório no Japão ou na Irlanda. Cada escritório tem o seu próprio carisma, e a Google tenta sempre dar o melhor aos seus funcionários—comida, sessões e cadeiras de massagens, nap pods, etc.

No fim para mim, tudo se resume às pessoas que me rodeiam e não apenas as instalações em si, haverá sempre oportunidade de melhorar o escritório. Ah! Existem umas fotos do Google na Irlanda caso estejam curiosos.

Custódio: Pedro, hoje em dia, com sites como o Twitter, e outros sites de "partilha de conteúdo", é possível que um site obtenha muitos links rapidamente, de uma forma que poderia ser considerada "não natural". Como webmaster devo estar preocupado que o Google pense que estou a comprar links?

Pedro Dias: Em suma, não! O Google é muito eficaz a identificar tentativas de manipulação de qualquer tipo. Somos também muito eficazes a perceber novas tendências, quais os serviços que as pessoas gostam e assegurarmo-nos que existe sempre uma explicação para um determinado comportamento.

Custódio: Pedro, recebo muitas perguntas no blog sobre sub-domínios. Qual a sua opinião em relação aos sub-dominios. A forma como são indexados Google, e se pessoalmente o Pedro usaria sub-domínios.

Pedro Dias: A melhor decisão é sempre aquela que mais beneficia os utilizadores e visitantes do web site. Eu vejo uma oportunidade legítima de uso de sub-domínios sempre que queiram ter um web site independente, mas de certo modo relacionado com o conteúdo do domínio principal. Por exemplo, os vídeos são um conteúdo diferente dos artigos e pode fazer sentido separá-los em sub-domínios. Digamos que vocês têm um site de família por exemplo. Poderiam ter o vosso último nome com domínio principal e utilizar sub-domínios para sites de cada membro da família—assumindo que todos têm o mesmo último nome na família. Outro exemplo pode ser um site de viagens. Pode fazer sentido a utilização de sub-domínios para categorizar cidades ou países.

Mas cada caso é um caso, e não devemos generalizar. No fim, a melhor decisão é aquela que mais beneficia os utilizadores e visitantes do web site.

Se estão ansiosos por mais informação, podem visitar o post subdomains and subdirectories, escrito pelo nosso guru Matt Cutts.

Custódio: Se eu tiver um domínio que foi banido do Google, e o quiser vender a outra pessoa, qual a possibilidade de esse domínio voltar a ser incluido no Google sem penalização?

Pedro Dias: Acho que isto é algo que todos devem saber e uma regra que recomendo sempre: se compraram um domínio e suspeitam que foi previamente utilizado por alguém e não se sentem confortáveis com modo como possivelmente possa ter sido, submetam um pedido de reconsideração mencionando que compraram o domínio recentemente.

Custódio: Já agora, é possível um domíno banido do Google ter algum PageRank? E se tem pode passar PageRank?

Pedro Dias: É possível :) PageRank e indexação são independentes, logo pode haver domínios que não estejam incluídos no índice mas que ainda tenham um valor atribuído de PageRank na barra de ferramentas.

Custódio: Ainda em relação ao PageRank, num post de um blog com, por exemplo, 50 ou 60 comentários, e cada comentário com um link na assinatura de quem comenta, é correcto dizer que os links "follow" desse post quase que não passam PageRank?

Pedro Dias: PageRank é apenas um de entre centenas de outros factores que consideramos para a classificação de web sites nos nossos resultados de pesquisa. Como tal, eu não me focaria em cálculos matemáticos de PageRank. Se estão demasiado preocupados com fracções e percentagens de PageRank para cada link, estão a investir demasiado esforço em algo que vai ter um valor mínimo - se é que tem algum -, enquanto poderiam trabalhar noutras coisas mais úteis. Se acham que a pergunta pode estar relacionada com PageRank sculpting e como este é distribuído entre links follow e nofollow, podem ler o post do Matt sobre esse assunto.

Custódio: Pedro, não seria interessante se o motivo das penalizações de um site, ou a descida no PageRank, fossem explicadas na secção de Ferramentas para Webmasters?

Pedro Dias: O Matt respondeu a uma pergunta similar num vídeo em Setembro de 2009. Em suma sim. Nós gostaríamos de fornecer toda a informação, mas gostaríamos de o fazer de maneira a não dar pistas "aos maus" também. Continuamos a tentar encontrar o equilíbrio óptimo entre o que comunicamos para chegar com sucesso às pessoas que, com um negócio legítimo, não estão cientes de que estão a violar as nossas directrizes de qualidade e, ao mesmo tempo, assegurarmos que não revelamos informação que, quando utilizada por spammers, pode comprometer os nossos sistemas de defesa.

Custódio: Em geral você acha que os webmasters (e bloggers) Portugueses são mais o menos "marotos" que os estrangeiros?

Pedro Dias: Cada mercado tem as suas próprias tendências e jogadores. Eu diria que o mercado pode ser tão "maroto" quanto o número de jogadores que competem para atingirem o mesmo objectivo. Resumindo, acho que os Portugueses são muito bem comportados até ao momento. :)

Custódio: Um pergunta sobre conteúdo duplicado. Imagina que no meu blog, por cada 9 posts originais, publico um que é conteúdo duplicado, com ou sem o link para o texto original. Isto vai de alguma forma prejudicar o meu blog nos rankings? Que tipo de impacto tem isto?

Pedro Dias: Eu não me preocuparia com algo assim pois nós lidamos com duplicação ao nível de URLs. Se um web site tem conteúdo duplicado, o Google deverá ser capaz de lidar com esta situação de uma forma eficaz sem comprometer o conteúdo original.

Custódio: O que é que o Pedro espera para 2010 em termos de motores de busca e SEO. Pensa que pode haver mudanças significativas? Será que, por exemplo, o número de ReTweets no Twitter poderá ser um factor no algoritmo do Google em 2010?

Pedro Dias: Embora eu não possa discutir o que será considerado ou deixado de fora do algoritmo, posso dizer que, para 2010, os SEOs devem concentrar mais os esforços nos fundamentos básicos de um web site, como o conteúdo e a estrutura, bem como os bons links orgânicos. Se um destes pilares for fraco, é provável que o sucesso seja mais difícil.

Custódio: O Google Caffeine, sobre o qual ainda não falei no blog, vai trazer que novidades?

Pedro Dias: Fundamentalmente Caffeine é uma reestruturação da nossa estrutura de indexação. É sobretudo uma grande melhoria a nível de back-end de modo a facilitar a acomodação de conteúdo mais actual e de qualidade e, ao mesmo tempo, manter ou aumentar os nossos padrões de qualidade. Não deverão acontecer grandes mudanças no que toca ao que é visível nos resultados de pesquisa, mas é impossível dizer que tudo vai ficar na mesma.

Recomendo a leitura do post no blog da Central do Webmaster e uma visita à entrevista do Matt na Webpro News sobre o Google Caffeine.

Custódio: Pedro, para viver, já prefere a Irlanda a Portugal?

Pedro Dias: Eu gosto da Irlanda, é um país bastante acolhedor, mas prefiro viver em Portugal. Não apenas pelo facto que será sempre o meu país, mas também pelo clima e gastronomia fantásticos que tornam ainda mais difícil ficar longe. Voltaria alegremente se pudesse trabalhar a partir de casa :P

Custódio: E já agora, Guinness ou a nossa cerveja?

Pedro Dias: Gosto de Guinness, é um pouco pesada, mas tenho saudades da nossa cerveja e vinhos excelentes :)

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