Dando algum seguimento ao post de há dias sobre onde se promover sites, quero hoje pela primeira vez aqui falar sobre o Google Base, uma maneira alternativa de se chegar à primeira página do Google. Se calhar muitos de vocês nunca ouviram falar ou nunca usaram o Google Base, mas já todos certamente viram os “resultados” do Google Base.
Para demonstrar o Google Base fiz uma pesquisa a “scooter” no Google e podem ver os resultados desta pesquisa na imagem ao lado. Reparem nos primeiros resultados da pesquisa, assinalados por mim a vermelho. Aqueles lugares são de produtos submetidos por pessoas de forma totalmente gratuita através do Google Base. 
O Google Base pode ser usado para promover actividades e eventos, notícias, produtos, receitas, vender carros, serviços, e muitas outras coisas. Qualquer pessoa com uma conta Google pode usufruir do Google Base, e não é necessário ter um site para o fazer.
O Google Base, no que a produtos diz respeito, é uma espécie de site de comparação de preços, tipo Shopping.com ou PriceGrabber.com. O seu “antecessor” foi o Froogle, e os dois serviços chegaram a funcionar em comum.
O grande benefício do Google Base é que os produtos lá inseridos podem aparecer na primeira página do Google, sob o desígnio de “shopping results”, para além de serem incluidos nas pesquisas de Google Products. Normalmente aparecem na primeira posição, mas ultimamente tenho visto instâncias em que aparecem em terceiro lugar na pesquisa.
Submeter produtos para o Google Base até é fácil, e há muitos serviços que facilitam todo o processo de adicionar os productos ao Google Base. O shopping cart da CubeCart por exemplo, que eu uso nos meus sites de comércio electrónico, permite-me fazer o download de todos os produtos que tenho num ficheiro que depois, e sem necessidade de fazer qualquer alteração, posso inserir no Google Base. Este processo de submeter um grande quantidade de coisas para o Google Base chama-se “data feed”, mas há também a opção de adicionar os produtos um a um directamente do Google Base.
Para quem quiser submeter muitos produtos, mas não tiver a possibilidade de ter um “data feed” criado de forma automatica, pode fazê-lo manualmente. O data feed pode simplesmente ser um ficheiro “spread sheet” em que cada “linha” é um produto, e em que as diferentes colunas representam diferentes atributos, que estão devidamente assinalados na primeira linha. Alguns exemplos de atributos são: “descrição”, “preço”, “URL da imagem”, “estado”, entre muitos outros que variam em função do tipo de produto, serviço, ou o que quer que seja que estamos a submeter para o Google Base (ver imagem). 
Para os produtos submetidos de forma “manual”, é possível estipular um prazo de “validade” para o anúncio, já para os data feeds o prazo de validade máximo é de 30 dias. Depois deste período os anúncios tornam-se inactivos, bastando fazer novamente o upload do ficheiro para que os produtos sejam novamente pesquisáveis.
Neste momento uso o Google Base principalmente para promover aquilo que vendo nos sites de comércio electrónico, e recomendo a quem tiver sites de comércio electrónico para fazer o mesmo. Criam o data feed uma vez e depois é só “renovar” todos os 30 dias. Eu recebo em média 30 a 40 visitas através do Google Base todos os dias para um dos meus sites. Se fossem pagos em Adwords estes cliques teriam um custo de mais ou menos $200 por mês.
Para quem vende no eBay, ou usa o shopping cart da osCommerce, é também possível, através de uma ferramenta chamada Google Base Store Connector, inserir todos os produtos que têm no eBay ou no site de comércio electrónico no Google Base.
Não sei se ainda é prática muito corrente, mas conheci pessoas que ganhavam bastante dinheiro a promover programas de affiliados, como por exemplo o da AllPosters, no Google Base. A estratégia era bastante simples: criavam o data feed com a informação dos posters (imagens, descrição, palavras chaves, etc), e depois o URL que direcionava para o poster em questão era o de afiliados da AllPosters.
Há, para além daquelas que enumerei, muitas aplicações possiveis para o Google Base. Gostava também de ouvir algumas opiniões daqueles que já usam o Google Base.
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