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Uma tempestade num copo de água

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Aparentemente, o post de há dias sobre um modelo de negócio para sites de nicho está receber um pouco mais de atenção que seria de esperar.  Supostamente tudo começou com um  tweet de um alto responsável do Google para a Europa fazendo referência ao post.  Ainda fiz uma pesquisa @CustodioF no Twitter mas não encontrei nada.

Uma tempestade num copo de água

No referido post, expliquei um modelo de negócio que consistia em criar sites para nichos específicos, com conteúdo relevante, e depois linkar para sites autoritários (como a Wikipedia e associações do sector) e para sites, também eles relevantes, de empresas a operar nesses sectores. Não acho que aquilo que acabei de dizer seja assim tão avassalador, inclusive chamei sempre a atenção para conteúdos relevantes e links relevantes.

Contrastem isto com um post num blog que encontrei ontem, e cujo blog subscrevi.  A  autora é consultora de SEO num blog maior que o meu.  No post é sugerido que se criem mini sites "falsos", de uma página, com conteúdo "engraçado" (link bait) para serem por exemplo promovidos nos sites socias com o objectivo de arranjar backlinks.  Como os sites não tem publicidade, vão concerteza conseguir muitos backlinks.  É depois sugerido que se usem esses mini sites, com elevado PR, para linkar para os sites dos clientes de SEO (parto do princípio que já sem o conteúdo "engraçado" e que gerou os backlinks).

Parece-me claro que esta ideia é infinitamente mais contra os princípios do Google do que aquilo que eu sugeri, no entanto, dos 30 comentários desse post apenas 1 discordou, e o post recebeu 16 Sphinns (um site social dedicado a assuntos de SEO e internet marketing).

O Google não precisa de mim para encontrar venda de links

Seria um pouco presunçoso da minha parte, e algo tirado da "Twilight Zone", pensar que o pessoal do Google na Irlanda passou horas a vascular os meus sites à procura de links pagos!

Há maneiras muito mais práticas e muito mais rápidas de encontrar sites que vendem links, e não estou a falar de 370 Euros, nem de €3700, mas de valores incomparavelmente maiores.  Basta na Irlanda pegarem em informação sobre keywords do Adwords, aquelas que estão a ser mais procuradas e mais licitadas, e fazer pesquisas no Google.  Dentro daqueles resultados que aparecem na primeira página é só uma questão de ver quais é que "não pertencem".  É tão fácil que às vezes nem é preciso entrar nos sites.

Lembro-me de uma vez aqui dar um exemplo, de um site de animais (ou lá o que era), que estava em terceiro lugar para a pesquisa "dinheiro" no Google.  Certo é que poucos dias depois de eu aqui falar o site desapareceu do index.  Mas, como não trabalho para o Google, e não quero arranjar processos em tribunal, vou deixar este trabalho para quem de direito.

O Google não penaliza sites por discordarem (penso eu!)

Já se chegou a falar, que o Google penalizaria o blog por eu ter sugerido (nada que faço neste blog vai contra esses princípios) algo que vai contra os princípios do Google.  É apenas a minha opinião,  a qual vou fundamentar, mas nada poderia estar mais longe da verdade.

Se o Google fosse a penalizar sites que divulgam técnicas que vão contra algumas das suas recomendações, então uma pesquisa a "black hat SEO" não daria aqueles resultados, mas sim um conjunto de sites e blogues que dizem que não se pode e não se deve usar técnicas de black hat.

Por outro lado, e para se supor que o Google prejudica (penaliza) sites que divulgam técnicas que não lhe são favoráveis, o reverso da medalha também teria que ser verdade: que o Google benefecia sites que contribuem para os seus negócios.  Se a segunda não é verdade, então a primeira também não será.

Não sou o primeiro nem o último blog que dá a conhecer sites como a Text Link Ads, InLinks e a TNX, e nunca soube de nenhum que fosse penalizado por o fazer.  O post em questão, não é neste aspecto, nem pior nem melhor.

Aliás, e agora se calhar correndo o risco de ser mesmo um pouco presunçoso, acho que sempre "fui amigo" do Google e nunca me senti beneficiado.   Poucos sites em Portugal terão arranjado tantos clientes para o Google Adwords como eu, inclusive divulgando iniciativas relacionados com o Adwords a pedido de funcionários do Google na Irlanda, sem nunca sequer ter ganho 1 Euro que fosse.  Também já introduzi clientes de consultoria no Adwords, alguns que gastam milhares de Euros por mês.

Neste preciso momento tenho aqui publicidade ao Adwords no blog, que em poucos dias rendeu ao Google mais de 60 novos clientes, apenas a troco de dinheiro que mal dá para um bom jantar.

Podia aqui desabafar, mas não o vou fazer :-) , que apesar de tudo isto, já vi sites meus desindexados no Google, 2 ou 3 dias depois de aqui os dar como exemplos, numa altura em que ainda estavam em fase de construção!

E se o Google e o PageRank não existisse?

Os funcionarios do Google costumam dizer para fazermos esta pergunta a nós próprios:  "Se o Google e o PageRank não existisse, tu fazias isso na mesma?"

Resposta:  Claro que sim!  São sites de nicho com conteúdo relevante de qualidade e links "follow" para sites relevantes.   Se o Google e o PageRank não existisse os links seriam sempre "follow" porque foi o Google que "inventou" o atributo "nofollow".

Nota: Quem quiser o URL do tal blog de SEO a que faço referência neste post mande-me um email

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Google Base – Outra maneira de chegar à primeira página do Google

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Dando algum seguimento ao post de há dias sobre onde se promover sites, quero hoje pela primeira vez aqui falar sobre o Google Base, uma maneira alternativa de se chegar à primeira página do Google.  Se calhar muitos de vocês nunca ouviram falar ou nunca usaram o Google Base, mas já todos certamente viram os "resultados" do Google Base.

Para demonstrar o Google Base fiz uma pesquisa a "scooter" no Google e podem ver os resultados desta pesquisa na imagem ao lado.  Reparem nos primeiros resultados da pesquisa, assinalados por mim a vermelho.  Aqueles lugares são de produtos submetidos por pessoas de forma totalmente gratuita através do Google Base.

O Google Base pode ser usado para promover actividades e eventos, notícias, produtos, receitas, vender carros, serviços, e muitas outras coisas.  Qualquer pessoa com uma conta Google pode usufruir do Google Base, e não é necessário ter um site para o fazer.

O Google Base, no que a produtos diz respeito, é uma espécie de site de comparação de preços, tipo Shopping.com ou PriceGrabber.com.  O seu "antecessor" foi o Froogle, e os dois serviços chegaram a funcionar em comum.

O grande benefício do Google Base é que os produtos lá inseridos podem aparecer na primeira página do Google, sob o desígnio de "shopping results", para além de serem incluidos nas pesquisas de Google Products.  Normalmente aparecem na primeira posição, mas ultimamente tenho visto instâncias em que aparecem em terceiro lugar na pesquisa.

Submeter produtos para o Google Base até é fácil, e há muitos serviços que facilitam todo o processo de adicionar os productos ao Google Base.  O shopping cart da CubeCart por exemplo, que eu uso nos meus sites de comércio electrónico, permite-me fazer o download de todos os produtos que tenho num ficheiro que depois, e sem necessidade de fazer qualquer alteração, posso inserir no Google Base.  Este processo de submeter um grande quantidade de coisas para o Google Base chama-se "data feed", mas há também a opção de adicionar os produtos um a um directamente do Google Base.

Para quem quiser submeter muitos produtos, mas não tiver a possibilidade de ter um "data feed" criado de forma automatica, pode fazê-lo manualmente.  O data feed pode simplesmente ser um ficheiro "spread sheet" em que cada "linha" é um produto, e em que as diferentes colunas representam diferentes atributos, que estão devidamente assinalados na primeira linha.  Alguns exemplos de atributos são:  "descrição", "preço", "URL da imagem", "estado", entre muitos outros que variam em função do tipo de produto, serviço, ou o que quer que seja que estamos a submeter para o Google Base (ver imagem). 

Para os produtos submetidos de forma "manual", é possível estipular um prazo de "validade" para o anúncio, já para os data feeds o prazo de validade máximo é de 30 dias.  Depois deste período os anúncios tornam-se inactivos, bastando fazer novamente o upload do ficheiro para que os produtos sejam novamente pesquisáveis.

Neste momento uso o Google Base principalmente para promover aquilo que vendo nos sites de comércio electrónico, e recomendo a quem tiver sites de comércio electrónico para fazer o mesmo.  Criam o data feed uma vez e depois é só "renovar" todos os 30 dias.  Eu recebo em média 30 a 40 visitas através do Google Base todos os dias para um dos meus sites.  Se fossem pagos em Adwords estes cliques teriam um custo de mais ou menos $200 por mês.

Para quem vende no eBay, ou usa o shopping cart da osCommerce, é também possível, através de uma ferramenta chamada Google Base Store Connector, inserir todos os produtos que têm no eBay ou no site de comércio electrónico no Google Base.

Não sei se ainda é prática muito corrente, mas conheci pessoas que ganhavam bastante dinheiro a promover programas de affiliados, como por exemplo o da AllPosters, no Google Base.  A estratégia era bastante simples: criavam o data feed com a informação dos posters (imagens, descrição, palavras chaves, etc), e depois o URL que direcionava  para o poster em questão era o de afiliados da AllPosters.

Há, para além daquelas que enumerei, muitas aplicações possiveis para o Google Base.  Gostava também de  ouvir algumas opiniões daqueles que já usam o Google Base.

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Comércio Electrónico, Conseguir Visitas, Google, Programas de Afiliados

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Fotos do Google em Zurique

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Com os custos por clique no Adwords cada vez mais caros, e com o valor que recebemos pelos cliques no Adsense cada vez mais baixos, tentei descobrir onde o Google anda a investir este dinheiro.

Ao ver estas imagens das instalações do Google em Zurique encontrei a explicação.

A picture is worth a thousand words

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Google, web 2.0

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