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Agora sim, vou ser controverso

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Hoje vou voltar a falar da questão dos posts copiados, um assunto que nada tem a ver com ganhar dinheiro, e um tema que possivelmente não merecia sequer um post aqui no blog, muito menos dois.  Mas, e como esse post já deu origem a vários posts e alguma discussão, tanto nos comentários, como noutros blogs, quero clarificar aqui algumas coisas.

Eu nunca falei em plágio

Em primeiro lugar, convém esclarecer, que eu nunca usei o termo "plágio".  Para eu definir  "plágio" tinha que ter algum conhecimento de leis, advocacia, e direitos de autor, algo que eu não tenho.  Aliás, tudo que tenha a ver com leis eu remeto para o meu advogado.  A expressão que eu usei foi "copiar posts", porque é disso que se trata, tudo o resto, incluindo a legalidade disso, ultrapassa-me.

A questão dos links

Um dos aspectos que eu frisei como sendo "mais" positivo eram os links que são criados e que apontam para o nosso blog.  É claro, que nem todos os links tem o mesmo valor, dependendo da sua origem, e mesmo dentro da mesma origem, da forma como são colocados no site.  Ou seja, um link de um site .edu vale mais que um link noutro tipo de site, e dentro do mesmo site, um link no texto vale mais que um link no sidebar ou footer.  Portanto, os links que eu falei tem um valor limitado.

Não deixam no entanto de ser links follow, alguns em sites com PageRank 1 e 2, e um link é um link.  Chegou-se a dizer, que links desses sites não passam PageRank e iriam mesmo prejudicar o PageRank e a sua posição nos motores de busca do site que era copiado.  Como eu percebo pouco disto, e percebo mesmo pouco, vou citar o Matt Cutts à cerca desta situação:

... you can´t really help who links to you. So it could be some other guy... trying to send some spam anchor text your way. So typically, you really - because you can´t control who links to you and how they link to you that´s something that being out of your control, we try to be very careful about to try to make sure that it doesn´t affect your site´s reputation or hurt you site in some way.

Podem ver toda a explicação no vídeo do fim do post, mas traduzido por miúdos, isto quer dizer que o Google não penaliza a reputação nem a indexação do teu site nos motores de busca pelos links e o respectivo texto âncora que apontam para o mesmo, pois é algo sobre o qual não temos controle.

Aliás, se pararmos para pensar nisto por um segundo vemos que tem toda a lógica, senão seria muito fácil prejudicar os nossos concorrentes nos motores de busca.

Vejam este cenário, eu faço umas dezenas de "scraper blogs", cuja única função é copiar posts de outros blogs.  Depois, e para ter a certeza que estes blogs são mesmo penalizados e banidos do Google, ainda ponho aquilo com aprovação automática de comentários para ter a certeza que estes blogs são o crème de la crème do spam.  Agora, e para eliminar os meus concorrentes dos motores de busca, vou escreve uns posts a linkar para eles com um texto âncora bem escolhido...  Acho que já deu para perceber porque é que os links que apontam para o nosso site não nos prejudicam.

Agora, em relação aos links destes blogs não terem valor e não passarem PageRank (mesmo que pouco), cito aqui um pedaço da minha entrevista ao Pedro Dias:

Custódio: Já agora, é possível um domíno banido do Google ter algum PageRank? E se tem pode passar PageRank?

Pedro Dias: É possível :) PageRank e indexação são independentes, logo pode haver domínios que não estejam incluídos no índice mas que ainda tenham um valor atribuído de PageRank na barra de ferramentas.

Quem quiser continuar a discutir o sexo dos anjos pode fazê-lo, mas da minha parte, e em relação a isto, acho que fiquei esclarecido.

Foi também questionada a minha afirmação: "No meu caso será muito difícil, ou mesmo impossível, uma copia de um dos meus posts indexar melhor que o post no meu blog.".  Eu desafio alguém, em especial quem questionou a afirmação, a criar um blog com cópias dos meus posts e que consiga indexar as suas cópias melhor que o conteúdo original do meu blog.  Até ofereço um dos meus famosos prémios como incentivo ao autor se conseguir fazer isto.

Os links de afiliados

Em seguida fui atacado na questão dos links de afiliados.  Frisando que no post original eu disse que "se por uma obra do acaso qualquer o site que nos copiou receber visitas", ou seja, admiti que estes blogs não vão receber grandes visitas e consequentemente gerar grandes visitas.

Mesmo assim, argumentou-se que vamos ser banidos por cliques e vendas ilegais nos nossos links de afiliados.  Não vou dizer que isto nunca tenha acontecido, nós podemos ser banidos de qualquer programa por qualquer razão em qualquer altura.  Mas nos meus mais de 6 anos disto nunca foi expulso de nenhum programa de afiliados.  Nunca.  Por essa ou por outra razão.

As visitas

Foi também posta em causa a minha afirmação que podíamos receber visitas destes blogs.  Vamos esclarecer que sou eu o primeiro a dizer que estes blogs que copiam textos são mal indexados no Google, muitas vezes banidos, e que por isso raramente recebem visitas.  Contradizendo outros que dizem que estes blogs vão indexar bem (admito que possa acontecer no curtíssimo prazo).

Ora, como recebem poucas visitas vão enviar ainda menos.  Portanto, o número de visitantes é reduzido!  Mas, a mesma pessoa que argumentou que não recebemos visitas nem cliques nos links para o nosso site foi a mesma que argumentou que os links de afiliados iam "gerar clique/vendas inválidas".

É assim, se queremos ser consistentes, e se não há cliques nos links para o nosso site, também não vai haver nos links de afiliados.  Como dizem nos States, you can´t have you cake and eat it too.

Em relação a isto, estimo que o meu blog tenha recebido 200 a 500 visitas de scraper blogs nos últimos 30 dias.

Esqueçam isto, preocupem-se com outras coisas

No meu post, os benefícios que eu enumerei com os posts copiados são poucos e com valor reduzido, mas não deixam de ser pontos positivos.  No entanto, a moral do post é outra: 

Esqueçam isto, e preocupem-se com outras coisas muito mais importantes.

É mais benéfico investirem 10 minutos do vosso tempo com on-site SEO, do que perderem 10 horas à procura e a tentar acabar com pessoas que copiam os vossos posts.  Ponto final.

Agora sim, vou ser controverso

Nesse post, sobre os benefícios de quando copiam os nossos posts, era um daqueles posts que eu chamo de "soft".  Que não aquece nem arrefece, e  nunca pretendi ser controverso.  Mas agora sim, vou ser um pouco controverso.

Algumas destas pessoas, colegas de profissão, que andam para aqui a choramingar que "alguém plagiou meu post", "alguém copiou meu post", como se de obras primas estivéssemos a falar, são as mesmas pessoas que sacam filmes da internet.  Baixam séries televisivas, e-books, scripts e  programas sem pagar, isto sim, verdadeiras violações da lei, e violações dos direitos de autor.  Isto sim são coisas que estão à venda, que demoram anos a produzir e tem custos de milhares (ou milhões) de  Euros, ao contrário dos nossos posts que são disponibilizados gratuitamente.

Alguns destes colegas de profissão, conhecem todas as torrents ou os torrents, sinceramente nem sei como se diz, nunca sequer visitei um site destes, nunca fiz um download de um filme, de um software, ou de um e-book sem pagar por ele.

Alguns destes meus colegas de profissão, que andam a choramingar que alguém plagiou um post qualquer, são os mesmos que partilham links no Twitter para baixar filmes, e-books e scripts grátis.  São as mesmas pessoas que até tweets fazem a dizer o que fizeram.

Já nem vou falar daqueles bloggers Portugueses que traduzem textos de blogs em língua estrangeira, e que os fazem passar como seus, sem um link ou referência ao conteúdo original.  Estes sim, blogs que recebem visitas e têm leitores, ao contrário dos scraper blogs lidos por uma ou duas pessoas.

Sinceramente...

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Faz uma coisa e fá-la bem

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Como sabem, eu já ganho dinheiro na internet há quase meia dúzia de anos.  Nos primeiros tempos experimentei de tudo, fiz coisas black hat, gray hat, e experimentei modelos de negócios que pensei me poderiam dar muito dinheiro a ganhar, de forma rápida, e com o mínimo de trabalho possível.

A minha abordagem era mesmo essa, entrar em negócios que podiam render muito dinheiro sem grande trabalho.  Fiz sites MFA (Made for Adsense) com anúncios no topo da página e depois meio quilometro de página em branco e "texto" ao funco com palavras chaves que pagavam bem.  Até sites com "texto branco" criei. Fiz alguns sites sobre mesothelioma, advogados em Nova York, e DUI (driving under influence).  Tudo palavras chaves cujos cliques pagam pequenas fortunas no Adsense, tudo sem a mínima qualidade.

Como algumas destas abordagens, como por exemplo os sites MFA, ainda ganhei dinheiro durante alguns meses, mas depois o negócio, todo ele black hat/gray hat, morria, e eu tinha que procurar outro "esquema", outra maneira de enriquecimento rápido.  E foi assim durante quase um ano.

Depois de ver que assim não ia lá, mudei a minha abordagem.  Comecei a estudar modelos de negócio que me pareciam interessantes e tentei obter o máximo de conhecimento possível sobre os mesmos.  Sempre com alguns erros pelo meio, mas comecei então a ganhar algum dinheiro,  e a ver esses negócio durar, e até mesmo prosperar com o passar dos meses.

Foi  quando deixei de olhar para os negócios na internet como uma forma de enriquecimento rápido, mas antes como um trabalho como outro qualquer, que eu comecei a ter sucesso.

Acho que a grande maioria das pessoas que se aventura neste mundo começa com o mesmo estado de espírito com que eu comecei: ganhar dinheiro rápido e com pouco trabalho.  Muitas pessoas, aquelas que nunca passarem desta fase, nunca ganham dinheiro nenhum na net.  Provavelmente até vão perder alguns Euros a perseguir este ou aquele esquema, ou a comprar e-books que prometem mostrar como ganhar muito dinheiro a trabalhar de uma praia num país tropical.

Faz uma coisa e fá-la bem

Quem quer ganhar dinheiro na net não vai consegui-lo se andar à procura de formulas mágicas, e quanto mais depressa chegarem a essa conclusão mais depressa começam a ver resultados.

As pessoas que são ser bem sucedidas na internet são aquelas que encontram um modelo de negócio com o qual se identificam, que procuram recolher o máximo de informação sobre esse negócio, e que começam depois a trabalhar nesse sentido.

A grande maioria das pessoas começa pelo Adsense, mas independentemente do modelo de negócio pelo qual optarem, o importante é conhecerem esse negócio de uma ponta à outra e trabalhem nele de forma árdua e consistente.

Um exemplo de sucesso com Adsense

Recebi esta semana um email de um leitor todo contente a dizer que naquele dia tinha ultrapassado pela primeira vez a barreira dos 100 Euros por dia no Adsense.  Disse-me que foi leitor do blog durante muito tempo, sem nunca ter tentado nada, mas que na altura dos posts sobre como ganhar $300 por dia com Adsense se motivou.   Viu ali um modelo de negócio com o qual se identificou, e onde pensou que poderia ter sucesso, e meteu mãos à obra.

Passados 4 meses, e sem nunca antes ter tentado ganhar dinheiro na internet, chegou aos €100 por dia com Adsense.  Confessa que no princípio começou devagar, mas que com o trabalho diário, os resultados foram aparecendo.  Tem cerca de 150 sites, todos em Português, e tenta escrever dois posts por dia.  Diz que gosta de ler o blog, mas o único modelo de negócio que segue é este.  Ou seja, faz uma coisa e fá-la bem!

Sucesso com a Clickbank

No post que escrevi sobre como promover produtos da Clickbank, li uns comentários do Thiago Korsakoff, que optou por um modelo de negócio completamente diferente.  No entanto percebi que ele estudou aquele negócio, desenvolveu uma formula que funciona, e está a repeti-la com sucesso.  Não sei quanto ganha, e isso não é o mais importante, pois o rendimento está sempre relacionado com a nossa disponibilidade, algo que varia para cada um.  Mas mais uma vez, o segredo dele é fazer uma coisa e fá-la bem.

Sem têm mesmo por objectivo ganhar dinheiro na internet, então escolham as vossas armas, estudem as bem, e comecem a trabalhar nesse sentido.

Não optem pelo caminho que parece mais fácil, pelo caminho que parece mais rápido.  Apostem antes na qualidade em vez da quantidade, e dediquem-se ao trabalho.  Qualquer estratégia que não passe por aqui nunca vai dar frutos, ou então será um sucesso de pouca duração.

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Entrevista a Pedro Dias, o Matt Cutts Português

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Uma boa parte do sucesso dos nossos sites depende da sua boa indexação no Google.  Como tal, achei que seria interessante entrevistar o responsável máximo pela equipa que controla a qualidade dos resultados das pesquisas para o mercado em língua Portuguesa e para toda a Europa.  Ele é Português e chama-se Pedro Dias.

Depois de lerem a entrevista, talvéz queiram também ler esta, publicada no WebMilionário há 2 ou 3 dias.   Podem ainda seguir o Pedro Dias  no Twitter.

Custódio: Para começar, e para os leitores, quem é o Pedro Dias?

Pedro Dias: Olá Custódio, obrigado pelo interesse em entrevistar-me.  

Sou Português, originalmente da região do Algarve. Considero-me uma pessoa extrovertida com um lado nerd... Desde muito cedo comecei a brincar com computadores, a construir engenhocas e observar como tudo funciona. Estes possivelmente foram alguns dos factores que contribuiram para a minha carreira e onde me encontro neste momento.

Presentemente trabalho na Google e integro a equipa de Qualidade de Pesquisa em Dublin com especial foco no mercado de língua Portuguesa.

Custódio: Como é que o Pedro foi para o Google e para a Irlanda?

Pedro Dias: Devo dizer que foi uma agradável surpresa para mim também :)

Tudo aconteceu por volta do início de 2006. Nessa altura, trabalhava como Designer e Web-Designer numa agência de Design e Publicidade em Lisboa. Estava "no ramo" há cerca de 5 anos, e sempre tive a ambição de trabalhar num sítio onde a minha carreira dependesse apenas do meu trabalho e dedicação.

Na verdade, foi a minha mulher que viu a vaga de emprego na Internet e disse que seria algo bom para mim. Ao início, estava um pouco relutante visto que envolvia mudar-me para outro país, mas depois pensei que um trabalho internacional tinha de ser algo fantástico, por isso decidi tentar e candidatei-me... Dois meses mais tarde, comecei a receber telefonemas para entrevistas pois ainda não existia escritório em Lisboa. No total, houve 5 entrevistas até ser seleccionado.

Custódio: Em tempos fiz um post com umas fotos de como é trabalhar no Google em Zurique. Como é mesmo trabalhar no Google? Vocês na Irlanda tem instalações como aquelas?

Pedro Dias: As pessoas são o nosso recurso mais valioso: pessoas energéticas e inovadoras que se preocupam igualmente em criar produtos fantásticos e, ao mesmo tempo, desenvolver uma cultura única existente entre todos os funcionários.

O escritório do Google em Zurique tornou-se uma referência mesmo dentro do Google, e todos esperamos ter uma oportunidade para o visitar. Dito isto, nós acreditamos em trabalho árduo, uma atmosfera lúdica, e uma diversidade de perspectivas—não importa se estamos a falar de um escritório no Japão ou na Irlanda. Cada escritório tem o seu próprio carisma, e a Google tenta sempre dar o melhor aos seus funcionários—comida, sessões e cadeiras de massagens, nap pods, etc.

No fim para mim, tudo se resume às pessoas que me rodeiam e não apenas as instalações em si, haverá sempre oportunidade de melhorar o escritório. Ah! Existem umas fotos do Google na Irlanda caso estejam curiosos.

Custódio: Pedro, hoje em dia, com sites como o Twitter, e outros sites de "partilha de conteúdo", é possível que um site obtenha muitos links rapidamente, de uma forma que poderia ser considerada "não natural". Como webmaster devo estar preocupado que o Google pense que estou a comprar links?

Pedro Dias: Em suma, não! O Google é muito eficaz a identificar tentativas de manipulação de qualquer tipo. Somos também muito eficazes a perceber novas tendências, quais os serviços que as pessoas gostam e assegurarmo-nos que existe sempre uma explicação para um determinado comportamento.

Custódio: Pedro, recebo muitas perguntas no blog sobre sub-domínios. Qual a sua opinião em relação aos sub-dominios. A forma como são indexados Google, e se pessoalmente o Pedro usaria sub-domínios.

Pedro Dias: A melhor decisão é sempre aquela que mais beneficia os utilizadores e visitantes do web site. Eu vejo uma oportunidade legítima de uso de sub-domínios sempre que queiram ter um web site independente, mas de certo modo relacionado com o conteúdo do domínio principal. Por exemplo, os vídeos são um conteúdo diferente dos artigos e pode fazer sentido separá-los em sub-domínios. Digamos que vocês têm um site de família por exemplo. Poderiam ter o vosso último nome com domínio principal e utilizar sub-domínios para sites de cada membro da família—assumindo que todos têm o mesmo último nome na família. Outro exemplo pode ser um site de viagens. Pode fazer sentido a utilização de sub-domínios para categorizar cidades ou países.

Mas cada caso é um caso, e não devemos generalizar. No fim, a melhor decisão é aquela que mais beneficia os utilizadores e visitantes do web site.

Se estão ansiosos por mais informação, podem visitar o post subdomains and subdirectories, escrito pelo nosso guru Matt Cutts.

Custódio: Se eu tiver um domínio que foi banido do Google, e o quiser vender a outra pessoa, qual a possibilidade de esse domínio voltar a ser incluido no Google sem penalização?

Pedro Dias: Acho que isto é algo que todos devem saber e uma regra que recomendo sempre: se compraram um domínio e suspeitam que foi previamente utilizado por alguém e não se sentem confortáveis com modo como possivelmente possa ter sido, submetam um pedido de reconsideração mencionando que compraram o domínio recentemente.

Custódio: Já agora, é possível um domíno banido do Google ter algum PageRank? E se tem pode passar PageRank?

Pedro Dias: É possível :) PageRank e indexação são independentes, logo pode haver domínios que não estejam incluídos no índice mas que ainda tenham um valor atribuído de PageRank na barra de ferramentas.

Custódio: Ainda em relação ao PageRank, num post de um blog com, por exemplo, 50 ou 60 comentários, e cada comentário com um link na assinatura de quem comenta, é correcto dizer que os links "follow" desse post quase que não passam PageRank?

Pedro Dias: PageRank é apenas um de entre centenas de outros factores que consideramos para a classificação de web sites nos nossos resultados de pesquisa. Como tal, eu não me focaria em cálculos matemáticos de PageRank. Se estão demasiado preocupados com fracções e percentagens de PageRank para cada link, estão a investir demasiado esforço em algo que vai ter um valor mínimo - se é que tem algum -, enquanto poderiam trabalhar noutras coisas mais úteis. Se acham que a pergunta pode estar relacionada com PageRank sculpting e como este é distribuído entre links follow e nofollow, podem ler o post do Matt sobre esse assunto.

Custódio: Pedro, não seria interessante se o motivo das penalizações de um site, ou a descida no PageRank, fossem explicadas na secção de Ferramentas para Webmasters?

Pedro Dias: O Matt respondeu a uma pergunta similar num vídeo em Setembro de 2009. Em suma sim. Nós gostaríamos de fornecer toda a informação, mas gostaríamos de o fazer de maneira a não dar pistas "aos maus" também. Continuamos a tentar encontrar o equilíbrio óptimo entre o que comunicamos para chegar com sucesso às pessoas que, com um negócio legítimo, não estão cientes de que estão a violar as nossas directrizes de qualidade e, ao mesmo tempo, assegurarmos que não revelamos informação que, quando utilizada por spammers, pode comprometer os nossos sistemas de defesa.

Custódio: Em geral você acha que os webmasters (e bloggers) Portugueses são mais o menos "marotos" que os estrangeiros?

Pedro Dias: Cada mercado tem as suas próprias tendências e jogadores. Eu diria que o mercado pode ser tão "maroto" quanto o número de jogadores que competem para atingirem o mesmo objectivo. Resumindo, acho que os Portugueses são muito bem comportados até ao momento. :)

Custódio: Um pergunta sobre conteúdo duplicado. Imagina que no meu blog, por cada 9 posts originais, publico um que é conteúdo duplicado, com ou sem o link para o texto original. Isto vai de alguma forma prejudicar o meu blog nos rankings? Que tipo de impacto tem isto?

Pedro Dias: Eu não me preocuparia com algo assim pois nós lidamos com duplicação ao nível de URLs. Se um web site tem conteúdo duplicado, o Google deverá ser capaz de lidar com esta situação de uma forma eficaz sem comprometer o conteúdo original.

Custódio: O que é que o Pedro espera para 2010 em termos de motores de busca e SEO. Pensa que pode haver mudanças significativas? Será que, por exemplo, o número de ReTweets no Twitter poderá ser um factor no algoritmo do Google em 2010?

Pedro Dias: Embora eu não possa discutir o que será considerado ou deixado de fora do algoritmo, posso dizer que, para 2010, os SEOs devem concentrar mais os esforços nos fundamentos básicos de um web site, como o conteúdo e a estrutura, bem como os bons links orgânicos. Se um destes pilares for fraco, é provável que o sucesso seja mais difícil.

Custódio: O Google Caffeine, sobre o qual ainda não falei no blog, vai trazer que novidades?

Pedro Dias: Fundamentalmente Caffeine é uma reestruturação da nossa estrutura de indexação. É sobretudo uma grande melhoria a nível de back-end de modo a facilitar a acomodação de conteúdo mais actual e de qualidade e, ao mesmo tempo, manter ou aumentar os nossos padrões de qualidade. Não deverão acontecer grandes mudanças no que toca ao que é visível nos resultados de pesquisa, mas é impossível dizer que tudo vai ficar na mesma.

Recomendo a leitura do post no blog da Central do Webmaster e uma visita à entrevista do Matt na Webpro News sobre o Google Caffeine.

Custódio: Pedro, para viver, já prefere a Irlanda a Portugal?

Pedro Dias: Eu gosto da Irlanda, é um país bastante acolhedor, mas prefiro viver em Portugal. Não apenas pelo facto que será sempre o meu país, mas também pelo clima e gastronomia fantásticos que tornam ainda mais difícil ficar longe. Voltaria alegremente se pudesse trabalhar a partir de casa :P

Custódio: E já agora, Guinness ou a nossa cerveja?

Pedro Dias: Gosto de Guinness, é um pouco pesada, mas tenho saudades da nossa cerveja e vinhos excelentes :)

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