De dois em dois anos a SEOmoz publica um estudo com os fatores de SEO mais influentes. Juntamente com os aspectos que mais influenciam positivamente o ranking nos motores de busca, são também divulgados os aspectos que podem ter uma influencia negativa nos ranking.
No post de hoje vamos-nos centrar nos aspectos negativos, até porque ao longo dos últimos meses tenho escrito sobre alguns destes aspectos negativos de SEO de forma bastante detalhada.
Fatores de indexação negativos
Número de palavras no URL – De acordo com o estudo da SEOmoz, um aspecto (óbvio) de indexação negativa é o número de palavras chaves no domínio. Por exemplo, o domínio “ganhardinheiro.com” pode ter vantagens sobre o domínio “comoganhardinheiroonline.com”. Em relação a este aspecto eu já tinha perguntado se incluir as palavras chaves no URL continuava a ser importante, e uma das razões da pergunta é que muitas vezes, para incluirmos as palavras chaves, ficamos com um domínio mais comprido. Já agora, e associado ao número de palavras no domínio, a inclusão de mais que um “hífen” é também tido como um fator negativo.
Tempo de carregamento – Embora um fator de menos importância, os sites que carregam mais rápido tendem a indexar melhor que os mais lentos. Foi com este fator em atenção que escrevi sobre, e instalei, o WP Total Cache no blog. Chamo mais uma vez a atenção que pode não haver uma relação causa/efeito entre tempo de carregamento e melhor indexação, mas a realidade é que é um tempo de carregamento mais rápido é um fator em comum nos sites com melhor indexação.
Muitos anúncios Adsense
O estudo da SEOmoz mostrou que existe uma relação entre a quantidade e localização dos anúncios Adsense e a indexação do site nos motores de busca. Quanto maior o destaque e maior a quantidade dos anúncios Adsense, pior a indexação do site. Eu já tinha feita alusão a esta possibilidade no post onde partilhei 3 razões para ter menos anúncios Adsense.
Será que existe uma relação assim tão directa entre o excessivo número de anúncios Adsense (em especial quando localizados above the fold ou por cima do conteúdo) e uma penalização nos motores de busca? A resposta à pergunta não é óbvia, mas a quantidade de anúncios Adsense (ou outro tipo de banners) pode muito bem ser usado pelo Google como um “sinal” da qualidade do site. Em especial desde o Panda, em que o Google tenta cada vez mais diferenciar o que é conteúdo de “boa” e “má” qualidade.
Percentagem de links que são follow
O estudo da SEOmoz revela que sites onde uma elevada percentagem dos links que apontam para o site são follow tendem a ser penalizados. Por exemplo, se um site tem 100 links de outros sites, e se 99 desses links são follow e apenas 1 dos links é nofollow, então o site poderá estar a ser penalizado.
Isto tem a sua lógica. Normalmente, quando um webmaster procura links, e compra por exemplo 100 links, vai sempre comprar links follow. Assim, quando um site tem um número desproporcional de links follow isto poderá ser uma indicação que os links para este site não foram adquiridos de forma “natural”.
Em Dezembro do ano passado eu já tinha chamado a atenção que as estratégia de link building têm que ser “imperfeitas”, com uma necessidade de diversidade do texto âncora, origem dos links, e variação do PageRank, só para dar alguns exemplos. A essa lista devemos agora acrescentar a diversidade de links follow e nofollow.
O que acham?
Concordam que estes fatores são negativos, ou na sua maioria não existe uma relação de causa e efeito? Que outros pontos negativos faltam nesta lista?
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Tags: fatores negativos, SEO





Esta dos links follow não acredito que seja assim, seria fácil alguém prejudicar um concorrente, não?
Nesse caso a moral da historia para mim é que deve haver diversidade (em todos os aspectos) na obtenção de links.
Não acho que esse dos anuncios adsense seja verdadeiro:
1. O numero de anuncios está limitado pelo google. Não faz sentido quem ter 3 ter pior posicionamento de quem tem 2. Até porque há paginas grandes e há paginas pequenas.
2. O local dos anuncios pode ser completamente controlado com CSS. Os anuncios podem aparecer no fim do codigo e ficar localizados no header por CSS. O google não vai olhar para isso.
3. era um tiro nos pés…tipo, deixa cá penalizar estes “cromos” que nos dão a ganhar dinheiro…vamos po-los para baixo na pesquisa, para termos menos inventario de qualidade adwords…
por isso não acredito.
Custódio, esse seu artigo me fez pensar bastante nas minhas práticas. Uma coisa apenas que coloco aqui é que não acho que seja um problema para o Google a quantidade de anúncios. Nem pra ele nem para os outros motores de busca. Acho que o problema é mais a impressão que se passa pro visitante. Uma quantidade enorme de banners dá a impressão de que temos ali uma penteadeira de rameira. Se os anúncios, enormes, dificultam a visualização do conteúdo, creio que o dono do site está a perder. Sobre a url, não saberia dizer. Como uso muitas vezes, termos específicos e as palavras-chave na url, acabo recebendo sim muitas visitas naqueles termos… memso que use o endereço no blogspot em vez de um domínio .com. Enfim, lendo seu artigo, testando o que diz e associando isso ao que tenho ouvido sobre linkbuilding no MestreCast, creio que começo a tatear de forma mais concreta a forma como devo organizar meus blogs. Obrigado pelo ótimo e instigante artigo.
Em relação às palavras no URL não creio que seja assim. Obviamente o exemplo que deste ranqueia melhor para “ganhar dinheiro” mas o exemplo dos mini sites é precisamente ranquear para esses urls grandes e eu tenho levado à 1ª pagina urls compridos facilmente.
Quanto aos “-” é provavel que tenha influencia… nunca textei.
quanto aos links dofollow e nofollow tens razão. É super suspeito ter 100 links dofollow em comentarios de blogs quando a maioria dos blogs são nofollow mas se for em posts já é mais normal. No entanto deve ser o maximo casual e de diversas fontas.
Concordo com o Rui Augusto em relação ao adsense, penso que será penalizador sim , aqueles sites que quando se entra é banners por todo o lado ( de adsense juntamente com outros) onde mal se encontra o conteúdo…ai sim acho que são penalizados e bem , diga-se de passagem.
Com a minha experiência, o SEO tem que ser feito naturalmente e não viver em função disso! Não exagerar na optimização, apontem palavras-chave com links externos para a wikipédia porque dessa forma estão a informar o Google que os vossos artigos são para informar os leitores e não para as “spiders” do Google, etc, etc.
Fazer a otimização de um website ou blog é muito dificil, vários fatores são levados em conta.
Muitos webmasters ainda pecam em fazer troca links também.
Tenho algumas reservas quanto a alguns desses casos. É verdade que o google actualiza frequentemente as suas regras, e nós vamo-nos adaptando conforme possível, mas parece-me que aqui não terá o efeito que é descrito.
Quanto aos nomes, isso depende da língua. Um domínio pode ser interpretado em mais do que uma língua, e o número de palavras variar de língua para língua.
Exemplo: anabela.com poderia ser lido em português como 2 palavras, e em inglês nem sequer é uma palavra. Com nomes maiores, com 20 ou mais caracteres ainda mais se acentua esse efeito.
Quanto aos tempos de carregamento, concordo, embora desconfie que o Google também leva em conta a localização geográfica do site, e dos seus principais visitantes. Um site português que é acedido por portugueses, até pode parecer lento a quem acede da Califórnia, mas isso não deveria ser penalizador.
Já no caso do Adsense, ainda não me decidi. Fiz alguns testes, mas não foram conclusivos.
Penso que devem levar em conta principalmente a proporção entre conteúdo e anúncios. Se a página for pequena e estiver carregada de anúncios, já se sabe o que é. Agora se for uma página grande, até poderia ter mais do que os actualmente autorizados pelo Google. Vejam o caso de alguns (bons) sites que além de terem o máximo de Adsense, ainda têm espaço para mais uns afiliados, ou anúncios de origem diferente. Se a proporção de conteúdo/publicidade, for boa, não tenho nada contra.
Aquilo que me parece que estes estudos deixam de fora, é o histórico.
Acredito que o Google também leva em conta o histórico do site. E estou a referir-me precisamente aos indicadores que o estudo aborda, mas vistos numa perspectiva histórica. Eles têm o know-how e os algoritmos para analisar isso, e é algo que nunca vi detalhado.
A quantidade de anuncios adsense não é muito importante nem as palavras no URL.
Dos 3 exemplos dados o de maior importância é a construção de links que deve ser o mais variada possivel e com dofollow e nofollow.
Uma coisa que notei é a atribuição de menos valor aos artigos escritos nos sites de artigos gratis.
Parabens Custodio, mais uma vez um belo post e como sempre com muitos comentários positivos e que nos ajudam muito.
Por acaso tive em conta alguns dos pontos referidos neste artigo para o SEO do meu novo projecto.
Os algoritmos do google mudam de critério de tal forma que acho ser difícil afirmar com toda a certeza o que realmente funciona e o que não.
Acredito que num aspecto todos nós, leitores deste blog e o próprio Custódio, estamos de acordo: o excesso de optimização é letal. Os meus maiores esforços em matéria de SEO são em garantir que não estou optimizando em demasia os meus blogs.
Tenho minhas dúvidas quanto a questão do Adsense pois se o Google incentiva a colocar o máximo de anúncios para maximizar os ganhos, como poderia penalizar o site em termos de ranking? Mas por outro lado tudo é possível.
Obrigado por dar essas informações todas!! =)
Discordo em relação ao Adsense. Por mais que sejam setores independentes dentro do Google, o adsense é a fonte de receita do google, de seus funcionários gênios e de seus acionistas. É difícil MESMO de acreditar que o google tiraria da prioridade sua própria fonte de receita. O contrário é até mais provável
Agora esta foi perfeita: “as estratégia de link building têm que ser imperfeitas”. É isso mesmo!